quarta-feira, 29 de julho de 2009

Gente... Eu to sem criatividade.
é tanta coisa acontecendo tudo de uma vez...
Amanhã eu tenho seminário, entrega de projeto... pUtz... Acabei de lembrar que o ivro do projeto ficou com Rafa... Meu sogro faleceu essa tarde... To esperando alguma noticia de Magno... E perdendo gravação...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu acabei de ver uma coisa muito engraçada. Um blog de quando eu tinha 15 anos. Eu era bem mais divertida que hoje... Apesar dos graves erros de concordância e ortografia, são textos ótimos. Quem quiser ler... www.dijadesesperada.blig.com.br

Eu tinha um leitor assíduo. Mu de Jamiel. Nunca mais tive notícia dele. Ravel, você que sabe... Diz aí. Mu era ótimo. Me incentivava bastante. Lia tudo, eu acho. E ainda levantava minha auto-estima, dizendo que adorava ler minhas coisas... Que eu era inteligente... Essas coisas...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Geração Saúde

Começou.
Pois é... Fiz aquele teste totalmente gripada e fanha. Passei. Sim, gostaram do meu rosto angelical e meu sorriso nordestino. Sei lá porque foi... Na verdade eu já estava sem eperanças de que iria passar neste negócio. Mas num belo dia em que eu faltei aula (tenho feito isso constantemente) meu celular tocou e eu não atendi. Briguei com a Murta. Ela podia ter atendido já que o celular estava do lado dela. Aí lá fui eu gastar meus cinco reais de bônus que a Oi me passa diariamente.
Não me lembro das palavras ditas por Ferdinando. Mas era algo assim:
_ Edja? Nós já terminamos a seleção e... Você passou!
Bem, eu não acreditei, né? Parecia uma adolescente pulando e gritando mudamente. Nem me pergunte o resto das coisas que ele falou. Eu fiquei tão feliz que eu não conseguia fazer mais nada além de pular e gritar mudamente. Enquanto eu fazia essa cena ridícula (com uma vassoura na mão) meus irmãos me apoiavam. Vitória insistia em ficar com o polegar de pé fazendo "legal" e pulando. Já Lucas dançava axé e gritava mudamente "Uhul".
Quando desliguei o telefone, todos nós pudemos gritar de verdade. Parecia que eu tinha passado no vestibular. E no meio da comemoração gritante minha mãe chega e casa. Ela não se mostrou muito empolgada. Nem ela nem Magno. Liguei pra ele e ele adivinhou o motivo da minha felicidade. Me parabenizou... Mas não em pareceu muito empolgado.
Na segunda-feira (dia 29) fui para a reunião de elenco. Conheci o pessoal. Conheci a proposta. Só nao conheci o cachê.
Muita gente relevante daqui. Para as crianças... Tinha a galera da "Agitada Gangue"... É! A diretora, Dani, é do Rio. Dirigiu a primeira temporada do programa e agora nós iniciaremos os trabalhos por aqui. Vai ser o primeiro programa nesse formato filmado por aqui, com atores e equipe tecnica daqui, para ser exibido em rede nacional.
Eu fiquei pasma em agora participar deste projeto junto com essas pessoas "pau" daqui. E o pessoal é bem gente fina. Pelo menos foi o que pareceu.
O programa vai ser tipo "Malhação", porém educativa. Vamos tratar de assuntos como: gravidez na adolescência, reeducação alimentar, DSTs, etc. Mas vamos tentar não tornar o programa brega. A história vai se passar numa escola particular, creio eu, e num quiosque na praia.
Eu vou ser Fátima. "15 anos, menina de classe média baixa, mora com os avós. Romântica e sonhadora, namora com Danilo e perde a virgindade com ele. Carla é sua melhor amiga".

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Frases soltas - parte I

"E de que serve um livro - pensou Alice - sem desenhos ou diálogos?"

"Gostaria de saber quantos quilômetros já caí a essa altura"

"Devo estar me fechando como um telescópio!"

" Ela em geral se dava muitos bons conselhos ( embora raramente os seguisse)"

"A minha história é um longo e triste rabisco."

" 'Quem é você?' disse a Lagarta. Não era um começo de conversa muito estimulante. Alice respodeu um pouco tímida 'Eu... eu... no momento não sei, minha senhora... pelo menos sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que devo ter mudado várias vezes desde então.' "

" 'Se todo mundo cuidasse dos seus interesses' disse a Duquesa com um grunhido rouco 'o mundo giraria bem mais rápido.' "

" O Gato apenas sorriu quando viu Alice. Parecia de boa índole, ela pensou, mas não deixava de ter garras muito longas um número respeitável de dentes, por isso ela sentiu que devia ser tratado com respeito."

" ' Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?'
'Isso depende bastante de onde você quer chegar', disse o Gato.
'O lugar não me importa muito...', disse Alice.
'Então não importa que caminho você vai tomar', disse o Gato.
'...desde que eu chegue em algum lugar', acrescentou Alice em forma de explicação.
'Oh, você vai certamete chegar a algum lugar', disse o Gato, 'se caminhar bastante' "
I

sábado, 23 de maio de 2009

Estou numa manhã pinga-pinga de sábado. Acordei tarde e isso não é bom. Claro... Estou pobre de tempo. É universidade, é Goya, é Savoir, é Canízio, é Inglês, é teatro, é Beliza, é escola pública. Eu adoro ocupar cada lacuninha de minuto que me resta. Mas confesso que me cansa bastante. Sexta passada eu faltei aula justamente porque fiquei fazendo minhas obrigações acadêmicas até as 10:00 da noite (detalhe que fora de casa). Tive um dia cheio nessa sexta, mesmo faltando. Próxima sexta (29-05) é a estréia de 1808 – a invenção do Brasil e não ensaiamos muito. Eu tinha separado o sábado pra colocar todos os meus estudos, pesquisas e fichamentos em dia. Só que devido a insegurança de todo o elenco da peça, teremos ensaio hoje novamente. E está chovendo. E Vitória vai ter apresentação da orquestra hoje. E está chovendo. E eu vou de ônibus. E eu não vou ver minha irmã tocar oboé pela primeira vez num teatro. Droga.

sábado, 9 de maio de 2009

08 de maio de 2009

Eu estou um caco hoje. Meu nariz entupido não consegue sentir nem cheiro ruim, muito menos me auxilia na minha respiração. Meus olhos estão pesados. Tem catarro na minha cara inteira. Minha voz... Er... Minha voz não é mais a mesma. Está meio que muito nasal. Pela manhã eu não consegui assistir aula (já tem sido difícil normalmente, imagine só com a cabeça latejando!) e vim logo pra casa. Pensei até em cochilar, mas logo o telefone tocou e a voz de um homem saiu do aparelho:
_ Por favor, Edja está? Aqui é da “Geração Saúde”.
Pelo que me lembro da minha boca só saíram alguns grunhidos fanhos. Eu até estranhei o “Edja”, já que quando liguei para a produtora me cadastrei como “Camila”.
(nasalmente) _ Oin, bode falã! Aqui ê Edja.
_ Olhe, seu teste está marcado para amanhã às duas horas, ok?
(nasalmente) _ Ahamm, onquei. Na frente da (grunhido) Europa, nê?
_ Isso mesmo! É importante que você chegue antes das 14. Você vai receber um pequeno texto pra decorar, certo? Então... Bom dia e até amanhã. Ah, não esqueça de avisar a sua amiga Bruna que é bom ela chegar mais cedo também.
(nasalmente) _Tá bommm. Bom dgian.
Desliguei e fiquei uns minutos processando tudo na minha cabeça dolorida. Foi então o cara da agência que me ligou pra confirmar o meu primeiro teste para uma mini-série! Uhul. E minha amiga Bruna Belmont também foi escalada para os testes. Eba! Finalmente... Eu pensei que eles não iam ligar mais. Vai ser amanhã.
Só que a minha voz fanha desgraçou o meu dia. Imagine só: eu sozinha com o câmera e o diretor, numa sala fechada. Eu, com os olhos inchados, tossindo pra morrer. Eu morrendo de vergonha por um espirro em hora errada com catarro em lugar indevido. Me desespero só em imaginar algo assim. Mas isso não está muito distante da realidade.
É por isso que eu fiz questão de comprar um balaio de comprimidos e mel e limão e alho e tudo que possa me fazer melhorar instantaneamente. Amanhã eu tenho que estar ao menos apresentável, oras.
Queria ao ir pra universidade amanhã. Pra me arrumar melhor e tentar melhorar. Mas para minha infelicidade eu tenho um maldito seminário de lingüística. E eu estudei? AH, QUE PERGUNTA IDIOTA!! São oito horas da noite e eu ainda sequer passei os olhos no texto base.
VOZ O ALÉM: Camiiiiila, vai estudaaaaaaar, senão você amanhã vai se dar maaaaal.
Voz do além brega!!! E clichê! To indo, to indo...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Memórias de leitura

Quando chegava o fim da tarde, lá pela minha terceira ou quarta primavera, a minha mãe me carregava pro quarto, me botava na cama e abria um livro grande de capa dura. Eu, de bruços na cama, escutava a voz da minha mãezinha cantando as histórias da Branca de Neve e da Chapeuzinho Vermelho. Mas eu gostava mais da primeira opção. Mamãe fazia uma voz estranhíssima quando o espelho mágico entrava em cena. Engraçado que canto até hoje as musiquinhas.
A minha mãe me acostumou mal. Qualquer história só teria graça se ela cantasse pra mim. Ler... Só ler... E ainda mais sozinha... Era no mínimo muito chato. Pense que dava preguiça quando eu via todas aquelas letras que enchiam todas aquelas muitas páginas. Digo com total firmeza que ver as crueldades do Pica-pau na TV era muito mais interessante pra mim. E minha mãe também adorava essa idéia de eu estar hipnotizada com todas aquelas cores e sons esquisitos, e assim mamãe não tinha trabalho.
Fui crescendo (no sentido “ficando mais velha” porque Deus não me abençoou com hormônio de crescimento) e fui forçada a ler os malditos paradidáticos da escola. Malditos sim. Eu perdi muitos episódios repetidos de Chaves por conta deles. Tanto sacrifício só pra saber o nome do filho da vizinha do irmão mais velho da personagem principal. Um livro que me marcou profundamente foi “Batalha de Mamulengos”. Creio que se eu tivesse lido ontem eu teria gostado bastante. Quer dizer, não sei. A minha amedrontadora professora da 4º série, Tia Zélia, mandou que nós formássemos grupos de quatro pessoas para fazer um resumo deste livro (em forma de livro). Confuso? Deveras. E eu e meus colegas não sabíamos nem por onde começar. A gente não sabia como fazer um resumo. “É só extrair o mais importante”. Mas olha só: um livro com mais de cem páginas tinha muitas partes importantes. Por exemplo: a cor da primeira roupa do mamulengo mais velho podia estar numa questão de prova. Dividimos o livro em quatro partes. Cada componente do grupo ficava responsável por resumir a sua parte fosse lá o que isso significava. No fim juntaríamos tudo e montaríamos o livro. A minha prima mais velha disse que era só mudar algumas palavras do texto original e copiar o resto. Eu passei um fim de semana fazendo isso. E até hoje eu não sei resumir bem. Dá pra perceber, né?
Depois deste episódio eu fiquei um bom tempo sem querer saber de livro. Minha mãe me dava alguns de Pedro Bandeira, mas eu não passava do terceiro capítulo. Até que meu irmão ganhou de presente de Natal um livro meio grossinho com umas letras verde-esmeralda na capa: “Harry Potter e a pedra filosofal”. Eu tomei posse desse livro. E o comi rapidamente para poder partir para “Harry Potter e a câmara secreta”. Logo em seguida conheci o meu volume favorito da série: "Harry Potter e o prisioneiro de Askaban”. Eu gostava de ler as coisas macabras e ruins que aconteciam com o protagonista. Até que comecei a ter raiva do mocinho. Por conta dele as minhas personagens prediletas morreram: Cedrico morreu em “ O cálice de Fogo”, Sirius Black morreu em “ A ordem da Fênix” e Dumbledore morreu em “O enigma do príncipe”. Depois de todo esse tempo de luto eu queria que o desgraçado do Harry Potter morresse também. Quando eu soube que J. K. Rowlling não iria pôr um fim merecido na sua personagem principal eu desisti de ler o último livro, cujo título eu nem sei.
Nos intervalos de um H.P. para outro eu me voltei aos livros de Pedro Bandeira que minha mãe me dera, aos livros do vestibular (O guarani, São Bernardo, O auto da compadecida, etc.). Li também muito manga, livros fúteis de Meg Cabot, revistas diversas, tudo o que passava eu lia. Até fiz parte de uma competição “quem lê mais” na escola. Conheci “Drácula" de Bram Stoker, "Pollyanna" e "Pollyanna moça" de Eleanor H. Porter, “As Crônicas de Nárnia” de C. S. Lewis (que eu li para minha irmã mais nova), e o fabuloso “O pequeno príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry.
No meu terceiro ano do ensino médio eu comecei a querer ir mais a fundo nos estudos de literatura. Quis complementar um futuro curso de jornalismo com o curso de Letras. Quando eu entrei na universidade me deparei com um universo tão amplo que eu não sabia o que “saborear”. Belisquei “O rapto de Helena” de Colutos, mais um pouco da “Eneida”, um bocadinho da Ilíada. Arranjei espaço pra “A metamorfose” de Kafka, que não me causou tanto efeito como eu imaginava. Também teve “Hamlet” que estava meio difícil de engolir, mas no fim foi muito satisfatório. Porém o grande banquete foi “Dom Quixote”. Enlouqueci com o livro assim como Quixote enlouqueceu com os romances de cavalaria. Hoje é meu livro de cabeceira. Meu prato preferido. De sobremesa eu tive “Budapeste” de Chico Buarque. Por mais que tenha gente que diga que ele “não rima” eu discordo, pois a leitura foi docemente gostosa. Extra-classe eu me aventurei pela literatura sangrento-medieval de Bernard Cornwell. Um historiador detalhista que conta com muitos crânios abertos as histórias dos anglo-saxões, da guerra dos cem anos, do rei Arthur, etc. Um tempo desse me emocionei com o “Caçador de pipas”. Atualmente só os livros acadêmicos me ocupam. Todavia estou tentando fazer sobrar um pouco de energia pra ler uns livrinhos aí.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Recado pro menino da boca miúda.

- Ei, o moço da boca miúda esteve por aqui.
- Hum...
- E disse qu quer falar contigo.
- Eu não posso. Mas diga a ele que eu adoraria... Ai, eu não posso.
- Mas e se o moço insistir?
- Eu quero. Mas não posso.
- Ah. Ele disse que nã pára de pensar em você.
- Você sabe que eu também não páro de pensar nele.
- E então?
- Não posso.
- Deixe de teimosia.
- Não me lembra mais...
- Ouxe, lembro sim. Você gosta de bocas miúdas.
- Já me deram muito trabalho.
- Ora essa, cabrita! Uma vez não mata ninguém.
- Só se ele trouxer melancia.
Amor, então também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
Que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Leminski

sábado, 6 de setembro de 2008

Nalgum Lugar
(E.E. Cummings; tradução de Augusto de Campos)

nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas