quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ontem foi a nossa vez


Começou! Finalmente começou! E estamos tão empolgados... Depois de um bom tempo tentando sair do ócio nós entramos no set. Como o dinheiro tá curto, a equipe foi reduzida e as gravações mudaram de estilo. Antes nós gravaríamos por episódio. Agora nós gravamos por locação. E ontem foram, pra mim, umas 3 cenas do episódio 13.
Carla, Fátima e Tapioca foram fazer um trabalho da escola na casa de Bira. Isso me lembrou as tardes nada produtivas de trabalhos em grupo na casa de amigos. Era tão massa! A gente fazia tudo, menos o trabalho. Eu acabava fazendo o resto sozinha em casa... Mas enfim...
Cheguei cedo, pensando que ia ser a primeira. Mas Hytalo (Bira) e Úgor (Tapioca) já estavam por lá. Logo depois Mirtthya (Carla) apareceu e a demora da produção foi bem aproveitada por nós que passamos o texto. Essa cena era muito fácil, mas como a gente nunca tinha passado na vida... Rolou uma tensão. Acontece que estava eu rodeada de ótimos atores. Isso facilitou bastante o trabalho de todos.
Chegou uma nova Ju na produção. E a nova Ju é loira e bronzeada. O que acontece quando uma menina dessa, com tatuagem beirando na bunda, aparece na frente de dois adolescentes? Pois é... Ela passava... A concentração ia embora... E eu eu Mimi só escutávamos: "Ui, delícia". Ela atrapalhou nossa passassão de cena. #prontofalei
Enfim. Gravação... Coisa chique.. E ao invés da kombi de todo dia nós fomos é de van para a locação. Maldita locação. Quentíssima locação. Lá no Cabo Branco... De lado da praia... Vento nenhum entrava. Só via o povo pingando de suor. Maquiagem foi feita, cabelo arrumado, cenário preparado, luz, câmera, AÇÃO! Mas primeiro foi só ensaio... =] Marcamos a cena, suamos um poouco, passamos o texto, pingamos mais um pouco... Quando o texto estava bem montado e as marcações bem ensaiadas nós escutamos o verdadeiro "AÇÃO" da doce boca de Dani Cucci... Olhei pra Mimi... Tensa... Olhei pra Hytalo... Tenso... Olhei pra Úgor e ele disse: "Eu preciso fazer cocô"! E assim entramos em cena. Claro que não gravamos de primeira. A cena, no plano geral, foi rodada umas quinhentas e vinte e cinco vezes. Foi bom pra pegar o texto e decorar todos os nossos gestos (tem que se ligar na continuidade). Mas Hytalo ficou muito nervoso... Ainda mais com a queda maravilhosa que ele levou assim que "sentou" na cadeira. E isso atrapalhou um pouco. Mas depois, quando fomos gravar o plano fechado (close em cada personagem) foi bem mais rápido. Digo rápido sendo otimista... Gravar umas seis vezes ou mais pra cada pessoa é cansativo. Um carro passava, um avião passava, um ovni passava e o cara do som mandava a gente parar e recomeçar. E o calor? Também contribuiu... Cada ator tinha um lenço (de papel higienico) pra tirar o brilho... Mas Ary ( o maquiador) sempre entrava pra dar um tapinha a mais... Nuunca fiquei com tanto pó e suor na cara. Quase perto das 13 horas nós paramos pra um intervalo. Naquela hora já éramos atores bem experientes... =]
Almoçamos... Escovamos os dentes... Colocamos de novo o figurino (que a figurinista passou ferro pra secar o suor) e voltamos pra mais duas cenas... Mesmo sendo ameaçados por lançamendo de saliva do baixinho da arte, pelo suor do homem das cavernas (ex Bolinha), pelo bom humor sarcástico de Docinho, pelas loucuras de Macabeia, e por um refletor maldito que quase caía em nossas lindas e maquiadas cabeças, nós fizemos caras e bocas até umas 16h e alguma coisa...
Minhas cenas tinham terminado por ali, fui liberada. Comi uma maçã, devolvi as roupas e os acessorios, dei beijo em todo mundo da equipe (que são maravilhosos) e fui eu toda maquiada e com o cabelo todo arrumado andar pela praia do Cabo Branco em busca de uma parada de ônibus para ir pra casa. Tava paracendo uma fã de Crepúsculo....
Cheguei em casa zumbizando. E olha que só foram 3 ceninhas pequenininhas... Imagina quando for cena carregada? Eu morro de vez.

Obrigada, Dani, Pedro, Ferdinando, Docinho, Negão, Ary, Rome, Mari, Tia, Ju, Bolinha, Douglas, Renatos,Italo, Élida e todo mundo eu eu esqueci. São todos sensacionais!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Ultima parte preguiçosa do diário de bordo do dia 16 de outubro de 2009

Pois é. Quando abro a porta... Duas camas desarrumadas! Mas éramos três! E somos dignas de um quarto limpo, não? Nao fomos as únicas: João, Samuel, Alfredo e Iberê sofreram a mesma coisa. Depois de muita espera nosso problema foi resolvido. Os meninos acharam um quarto lá e nós fomos transferidas para a ala dos fumantes. Ah, nem liguei pra isso! Eu queria um banho. Queria minha cama. Dormi.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Diário de Bordo do dia 16 de outubro de 2009 parte 2


Depois de mais de 15 horas de viagem (acho eu), depois de ver todos os filmes relacionados à peça, depois de me empanturrar de pastel doce trazido por Inaldo (nosso guia), depois de fazer xixi em banheiro fedido, finalmente senti o cheiro do acarajé, escutei o som do berimbau... Cheguei delirando de fome (sim, porque se empanturrar de pastel é encher só o buraco do dente) e de cansaço... Chegamos em Salvador! Acho, não lembro, que eram uma 10 horas da noite. Não. Era mais... Eu quero crer que era mais.

Fomos comer no Habbib's que era mais perto e barato. Lá tivemos o primeiro contato com os nativos. Me frustrei. Tinha mais negro no nosso grupo do que no recinto. Mas se formos falar de qualidade, NÉ SARINHA? O garçom, único negro, era um rapaz bem apessoado e tal (pra não dizer que ele era um negão gostoso e pá). Nos atendeu divinamente. Agora eu penso se também não foi delírio.

Pelo tempo que levei observando as ruas com seus semáforos alienígenas (eram tão estranhos) percebi que Salvador é enorme. O Hotel era um pouco meio distante do Habbib's... Ou será que foi mais um delírio? Só lembro das pessoas pegando suas chaves no Hotel San Marco (que não era tão bonito como na foto) e eu peguei a minha. Me uni a Taciana e Vivi e subimos a escada de emrgencia em direção ao primeiro andar (vivi tem medo de elevador). As malas estavam tão pesadas, minhas pernas estavam tão pesadas, os meus olhos estavam tão pesados...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Diário de Bordo do dia 16 de outubro de 2009 parte 1


Embarcamos todos às 5:40 da manhã de frente à Fazendo Arte. O ônibus ainda estava limpo e os tripulantes ainda tinham um bom cheiro. Valeska ainda conservava o bom humor. Mas o sono prevalecia. Todos estavam empolgados com a viagem. Mas o sono prevalecia.
Guardei minha bagagem e acomodei Vivi no seu lugar (tirando o apoio de braço e deixando espaço pra ela deitar). Escolhi meus companheiros de viagem: João Moita e Clara Nóbrega. Capotei. Dormi. Devo ter sonhado, todavia nem me vem à cabeça o sonho. Só sei que quando acordei o sol já tinha aparecido, assim como o nosso guia (Inaldo) que já nos mandava olhar para a nossa esquerda e ver algo de grande relevãncia como pedras, pistas, placas...
Paramos numa cidade chama Escada, se eu não me engano, pra tomar o café da manhã. Eu ainda tinha comida de casa dentro de mim. Só que teríamos muitas horas na estrada até chegarmos em outro local de comilança. Catei Vitória, passamos no banheiro e fomos ao balcão escolher a comida. Assim... Não era o lugar mais limpo... Tinha até vômito na entrada. Então eu lembro das caravelas portuguesas e imagino que a situação lá seria bem pior. Peço meu pão com queijo, meu suco de laranja (pedi o mesmo pra vitória) e rio das piadas do balconista. Aliás... Esse balconista precisa de um post só dele! Era sensacional.... Ele fazia cada coisa com os copos! E eu estava sem a máquina nessa hora... Droga.
Rolaram partidas de adedonhas, de uno, de sono... É pronto.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

UFPB CCHLA - a espera das 20:40


Devia ter trazido meu crochê. Nem trouxe todos o textos... Li uns de Literatura Brasileira e descobri que tenho duas cópias de cada. Reli textos de Literatura Portuguesa pra ver se passava o tempo. Se passou uma hora na congelante biblioteca setorial de Economia. Pra comer minutos eu andei devagarinho até o DLCV (Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas)e tentei descobrir se meu fichamento de Literatura Brasileira foi entregue à Marli. Foi inútil... Aqueles funcionários sequer sabem o nome dos professores... Só sabem escutar Michael Jackson e comer pipoca Boku's.

Aí fui na praça, né? Quanta falta os meus amigos da manhã me fazem. O pessoal da noite é até legal. Mas observar as criaturas estranhas que residem na praça da Alegria não tem graça quando se faz isso sozinha. É triste a ausência dos comentários maldosos de Mábia, Estêvão, Laís, Vivianne e Maynne. Assim como as aulas não têm o mesmo sabor sem as piadas geniais de Bruna. Dei uma analisada de longe. Percebi que a estranah da praça agora sou eu. Pois é... Eu não sou "porralouca" e nem vou no anfiteatro beber vinho e fumar maconha com a galera de psicologia.


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Neste momento Anderson (coordenador do curso de filosofia) entrou e me deu um abraço bembom. ^^

Depois o padre entrou e eu tive uma lenta aula de literatura. Lenta e muito boa. Só eu fiquei acordada!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Trailler

http://www.youtube.com/watch?v=Tot5zvDh_a8

Trailler de "À Deriva"

À deriva





Morro de inveja de quem lê um livro apenas por lazer. Faz anos que eu não faço isso. A partir do momento que entrei na Universidade e comecei a estudar crítica literária, a minha vida como leitora não foi mais a mesma. Não tenho mais um olhar leve e despreocupado para uma obra literária. Nós, estudantes de Letras, sempre analisamos cada palavra escrita, já involuntariamente. É um inferno. Viramos os chatos, os pré-conceituosos, os metidos. Mas eu vou fazer o quê se Chico é clichê, se Paulo Coelho não possui identidade brasileira e não merece estar na Academia, se Dan Brown...? Sem ofensas para quem lê. Como já disse, eu invejo aqueles que conseguem ler essas coisas e achar bom. Pois agora são poucos os autores que achamos integralmente geniais.
Tem acontecido algo parecido em outra área. O "Geração Saúde" me fez aprender pouca coisa sobre imagem, sobre cinema, sobre ator. Digo pouca coisa porque não fiz um curso para isso. Estamos, nós do elenco, aprendendo tudo na prática. E assistir qualquer coisa (seja novela, seja série, seja curta, seja longa) virou um momento de análise também. Ontem, após a nossa reunião na VDG, eu, Rebecca (Leila) e Erick (Rafael) fomos ao cinema. E na hora nós escolhemos o filme nacional premiado "À deriva". Um filme "totalmente Dani", que com certeza, se Dani (nossa diretora) tivesse assistido, seria referência para a série. Adolescentes, praia... Lembra um pouco, eu disse um pouco, "Glue". Acho que pela fotografia, pelo fato de perder o foco, da câmera na mão, do movimento de cenas. Ficamos até o fim dos créditos o que nos fez lembrar a frase costumeira de Ferdinando :" Veja quantas pessoas estão envolvidas nesse projeto".
O filme é surpreendente. Eu fui ver a sinopse e achei que fosse sem graça. "Sinopse: Garota de 14 anos descobre que seu pai tem uma amante, enquanto inicia sua vida sexual". Mas não se pode colocar mais informações. Senão perde a graça. O filme não é clichê e nem apelativo. A protagonista, escolhida pelo orkut (Laura Neiva), é uma fofa. As cenas não são interpretadas, são vividas.
Eu, com minha mínima noção de cinema, recomendo. Se foi premiado é porque presta, né? Saibam BEM MAIS sobre o filme. Eu não tenho moral para fazer uma crítica mais profunda.

sábado, 12 de setembro de 2009

Casa de Macaco

http://www.youtube.com/watch?v=HyfcOriVKBM

Acabei de chegar da casa de Macaco e Pablo. Divertido pacas. Pena que todo mundo tem que acordar cedo...

Aí vai um vídeo que me faz ter saudades dos tempos de ócio na praça da alegria em que eu, Dio e Pablo cantávamos com entusiasmo assustando todos os bichos grilo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

De morte

Gente, graças a @drix182 tive a oportunidade de ficar noiada com morte hoje. Para que vocês tambem se inspirem eu indico um site mórbido.
http://ifidie.org